Histórias de sucesso

EB-2 NIW · Interesse nacional

Sem empregador, sem padrinho: o Green Card da Mariana veio pelo próprio trabalho

Engenheira de dados em Belo Horizonte, ela achava que precisava de uma empresa americana. Descobriu o EB-2 NIW e levou a família inteira.

Quem
Mariana*
Via
EB-2 NIW
Ponto de partida
Belo Horizonte (MG)
Do início à aprovação
Cerca de 17 meses

O ponto de partida

Mariana tinha 34 anos, mestrado em ciência da computação e oito anos de experiência com dados para o setor de energia. O plano de morar nos Estados Unidos existia desde a faculdade, mas sempre esbarrava na mesma frase: "primeiro você precisa de uma empresa que te contrate".

Depois de duas tentativas frustradas de patrocínio, ela chegou até nós pelo diagnóstico. O resultado apontou o EB-2 NIW como via principal — uma categoria em que a própria pessoa é a peticionária, sem precisar de oferta de emprego.

O desafio

O NIW não é um pedido de "currículo bonito". O oficial do USCIS precisa se convencer de três coisas: que o trabalho proposto tem mérito e importância nacional, que a pessoa está bem posicionada para levá-lo adiante e que vale dispensar a exigência de uma oferta de emprego.

O trabalho da Mariana era sólido, mas estava espalhado: relatórios internos, um artigo publicado, dois projetos premiados na empresa e muita coisa que só existia na memória dela.

“Eu passei anos esperando alguém me escolher. Descobrir que eu mesma podia fazer o pedido mudou tudo.”

— Mariana*

O caminho

Começamos pelo que ela queria fazer nos EUA — modelos de previsão de demanda para redes elétricas com energia renovável — e ligamos isso a prioridades públicas americanas na área. A partir daí, cada evidência passou a ter um lugar na argumentação.

No portal, o checklist foi sendo preenchido aos poucos: diplomas, histórico, comprovantes de experiência, o artigo e as métricas dos projetos. Ela conseguiu cinco cartas de recomendação, três delas de profissionais que não trabalhavam com ela, o que dá mais peso independente.

O I-140 foi enviado com processamento prioritário. Veio um pedido de evidência (RFE) sobre o segundo critério; respondemos com dados de impacto dos projetos e uma carta adicional. A aprovação saiu algumas semanas depois.

O resultado

Com a data de prioridade alcançada no Visa Bulletin, o caso seguiu para o NVC e para a entrevista no consulado no Rio de Janeiro. Ela, o marido e o filho receberam os vistos de imigrante no mesmo dia.

Hoje a família mora no Texas. O Green Card chegou pelo correio poucas semanas depois da entrada — e o marido, como dependente, já pode trabalhar normalmente.

* Nome alterado. Para proteger a identidade dos envolvidos, não usamos os nomes reais e alteramos detalhes que poderiam identificar cada pessoa. A via, os desafios e as soluções são preservados.

Cada caso é único e a decisão é sempre do governo americano. Esta história é informativa — não é aconselhamento jurídico nem garantia de resultado.